Month: novembro 2021

Consciências ocultas nos imóveis

A pintura estava pronta e eu sentia o cheiro forte da tinta. Caminhei pelos cômodos conferindo se estava tudo em ordem para a devolução da chave. "É hora da despedida", pensei.
Então, passou um filme na minha cabeça, como um flash. Todas as emoções que eu havia tido ali durante o pouco tempo de moradia foram acolhidas pela casa, assim como acolhi as que já estavam nela quando cheguei.

Se eu saísse dali e deixasse esses registros para trás, daria de presente aos próximos moradores uma carga energética desnecessária e até mesmo prejudicial, assim como a que eu absorvi quando cheguei lá.

Um sinal disso foi uma das plantas mais queridas se dobrar ao meio na primeira noite no imóvel, vindo a secar completamente. Foi por isso que a casa havia ficado sem inquilinos por quase dois anos antes de mim.

Agora era a hora de partir. Me aproximei da parede, coloquei minhas mãos sobre ela e conforme me lembrava das cenas e emoções ali vividas, principalmente as mais densas, fui recitando com profundo sentimento o ho-oponopono (sinto muito, me perdoe, te amo, sou grata).

Toquei todas as paredes de todos os cômodos. No final, eu já não repetia mais o "sinto muito, me perdoe", apenas "te amo", "sou grata" (importante saber quando suprimir as duas primeiras frases). Algumas lágrimas selavam a limpeza daquelas memórias que compartilhei com a consciência que eu chamei de casa.

Ainda tracei os símbolos do Reiki em cada canto dos cômodos e, me sentindo leve, peguei a chave e saí com a sensação um de ciclo encerrado. Duas semanas depois passei ali em frente e a casa já estava ocupada por novos moradores. Havia vasos de flores nas janelas e na varanda. Assim aconteceu com outras casas onde morei.

Tudo o que nos cerca possui consciência e memórias. Os imóveis, em especial, acumulam muitas memórias dos seus moradores, pois passam a ser um coletivo com quem os habita. Há uma troca. Muitas vezes, memórias acumuladas podem adoecer gravemente seus habitantes, principalmente se eles estiverem fragilizados. Por isso, uma limpeza antes da mudança pode ajudar a evitar tais influências.

Apesar disso, é importante compreender que não fui uma vítima, pois estava vibrando na mesma frequência da casa quando a escolhi. Caso contrário, teria sentido um incômodo e evitado alugá-la.

Portanto, o que é semelhante se atrai, e isso é um princípio universal que me transfere toda a responsabilidade sobre o que se manifesta em minha vida. Justamente por isso é que tenho o poder de realizar uma limpeza dessas memórias, já que elas são compartilhadas comigo.

Ainda mais importante é realizar um trabalho de transformação interior para gerar emoções mais harmônicas, e também realizar limpezas periódicas (com a técnica que você conhecer), pois inevitavelmente essas memórias se acumulam, adquirindo força e influência sobre todos os moradores, objetos e sistemas.

Quando passarmos a enxergar tudo como vivo e consciente, honrando e respeitando objetos e lugares com que interagimos, estaremos nos harmonizando com o Todo.

D.C.B via A.D.A

Ilustração: Denise Bruno

As consciências ocultas nos imóveis - limpeza energética - Árvore do Amor

O que estou sentindo?

Nossos corpos são criados no estado de perfeição e permanecem assim enquanto a energia vital circula livremente por eles.
Quando acumulamos emoções de baixas frequências, elas criam bloqueios nos canais por onde a energia vital flui. Sem ela, nossos corpos enfraquecem e muitas vezes manifestam doenças.

Embora geralmente seja possível tratar os corpos sutis e físico, muitas lesões tornam-se difíceis de se reverter, diminuindo nossa qualidade e expectativa de vida.

Por isso, a melhor forma de cuidar dos nossos corpos é limpando os bloqueios energéticos antes que se materializem como doenças. E principalmente, aprendendo a evitá-los.

Diante disso, é importante praticarmos a presença no aqui e agora, observando e questionando o tempo todo - O que eu estou sentindo?
Identificando a memória onde está enraizada aquela emoção, é possível utilizar técnicas para limpar seus efeitos.

Depois disso, até mesmo pedir ajuda se torna um ato consciente, onde não se terceiriza a responsabilidade, mas se permite que os médicos / terapeutas contribuam com ferramentas para as quais estão habilitados, enquanto seguimos fazendo nossa parte.


A saúde é um estado de permissão.

A.D.A

Ilustração: Denise Bruno

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