aceitação

O direito de existir

Muitas vezes, a única coisa que precisamos fazer é silenciar a mente, os conceitos, as opiniões. E então, nesse estado de silêncio interno, pararmos para ouvir o que as pessoas têm a dizer. Não apenas as pessoas afins, mas principalmente aquelas cujo comportamento, escolha ou opinião considerávamos estarem contrárias às nossas.

Apenas olhar, ouvir, sentir, permitir que elas se expressem sem reação imediata ou necessidade de resposta. Permitir que as pessoas existam como realmente são. Entender suas dores, seus motivos.

Não precisamos concordar. Só precisamos dar espaço para as vozes que talvez por muito tempo foram impedidas de falar, seja por repressão, falta de interesse ou de oportunidade.

Todos temos o direito de existir e o fazemos como podemos. Mas para que essa existência seja plena, precisamos que alguém nos dê a oportunidade de ser exatamente como somos, num mundo que nos diz que nunca somos suficientemente bons.

Não julgar é criar um estado de paz tanto para quem fala quanto para quem ouve. Pelo menos por hoje, permita que alguém passe a existir. Não absorva nada, apenas aceite. Depois, despeça-se e retome sua rotina sabendo que fez com o silêncio pacífico e acolhedor, muito mais do que faria com a rejeição cega e reativa.

A paz é uma construção interna e consciente que reverbera para o mundo, frutifica e salva vidas. Pratiquemos.

D.C.B

Não julgar é criar um espaço de paz tanto para quem fala quanto para quem ouve.
Ilustração: Denise Bruno Studio

Aceitar não é concordar

Quando se fala em aceitar tudo como é, não significa concordar com tudo. Mas sim, permanecer em estado de paz e confiança, buscando uma conexão com a Fonte e aguardando que ela inspire em nós, no momento certo, uma ação que gere ou contribua com a mudança que ansiamos em relação a determinado assunto. Ou seja, uma ação inspirada e não reativa.

Para diferenciar uma ação inspirada de uma ação reativa, basta analisar que tipo de sentimento a motiva. Tal ação só será alinhada com a Fonte e trará os melhores resultados, se for baseada em sentimentos de altas frequências, como o amor, a compaixão, esperança, alegria entre outros. Mas se tal motivação surge como uma reação a algo que nos abala o ego, então ela é apenas uma atitude inconsciente cujos frutos terão a mesma frequência daquilo que se deseja combater.

D.C.B.

Créditos da imagem: Pixabay

O julgamento final

E no fim de sua vida, todos os seus julgamentos em relação aos outros, de bom ou ruim, certo ou errado, belo ou feio, justo ou injusto, pecado ou virtude, entre outros, todos eles serão mostrados numa imensa tela. 


E então você tomará ciência de que todos esses julgamentos serão entregues aos destinatários. E ao fechar a tela, você será colocado numa sala para presenciar a distribuição da justa sentença. 
Mas tal será a surpresa, que ao adentrar a sala, nada mais haverá além de um grande espelho. Onde estão os outros? - você perguntará surpreso.


Então uma voz misericordiosa dirá: os outros não existem. 
Tudo o que sai de você, a você retorna. Pegue sua bagagem e siga com ela para sua próxima morada. E quando estiver cumprindo cada uma de suas sentenças, sejam elas agradáveis ou não, lembre-se de olhar para as pessoas como se elas fossem o seu próprio espelho. Porque realmente são. Apenas observe e as ame tal qual se manifestam à sua frente.


Um dia, você estará tão cansado de carregar tamanho peso, que começará a aceitar tudo como é. Nesse momento você será livre.


D.C.B
Publicado Originalmente em 26/02/2019 no meu perfil pessoal do Facebook
Créditos de imagem: Pixabay

Sobre os acontecimentos que tocam a alma

Tudo aquilo que se manifesta diante dos meus sentidos, de forma que eu tome consciência de sua existência, está na verdade dentro de mim e por isso é de minha responsabilidade.
Responsabilidade e não culpa.

A partir do momento em que eu assumo a responsabilidade por algo, eu tenho o poder de modificá-lo dentro de mim. E quando eu modifico dentro de mim, eu modifico a sua manifestação externa. 
Quando se tratam de manifestações e acontecimentos coletivos, ainda assim é minha responsabilidade. É assim porque estamos temporariamente vivendo a individualidade, mas somos parte de uma única consciência e através dela estamos conectados, compondo o Todo. Limpando em mim o que eu sinto em relação ao ocorrido, eu retiro da consciência do Todo uma parte da causa.

Hipoteticamente, uma pessoa sozinha poderia limpar as memórias compartilhadas com toda a humanidade. Mas ela precisaria de uma infinidade de vidas para fazer isso.
Por esse motivo, quanto mais pessoas limpam a mesma memória, mais rapidamente eliminam-se as causas e as manifestações que resultam delas, já que todos somos um e todas as memórias são compartilhadas entre todos.

O acontecimento do qual tomei consciência e o qual me toca profundamente a alma despertando sentimentos de indignação, tristeza, compaixão, angústia entre outros, só chegou ao meu consciente porque é parte de mim. Eu ajudei a criar, apesar de não saber de que forma, por qual motivo, em que tempo, espaço ou dimensão o fiz. Isso já não importa. Eu limpo em mim a parte que me toca ao invés de criar mais memórias buscando culpados ou manifestando sentimentos de baixas frequências que apenas criariam mais situações alinhadas com o sofrimento.

Eu utilizo o Ho-oponopono para fazer essa limpeza, e compartilho com quem de alguma forma se sinta alinhado com minhas palavras e busque um meio de ajudar no ocorrido além da ajuda material e efetiva que esteja a seu alcance.

Além do mantra em si, não há necessidade de palavras adicionais, mas eu as coloquei num contexto que traz a consciência sobre o que está sendo declarado.

"Divina Consciência Suprema, criadora de tudo o que há e conhecedora de todas as coisas: por todos os meus pensamentos, sentimentos, atos e omissões, nesta ou em outra vida, tempo, espaço ou dimensão, que contribuíram para a criação desta manifestação que eu reconheço como uma tragédia, e que agora retorna a mim, aos meus semelhantes e outros seres vivos de forma dolorosa, eu aceito e assumo minha responsabilidade, e por isso tenho o poder de transmutar em mim as memórias que são a causa disso tudo.

Sinto muito, me perdoe, te amo, sou grata (o).

Memórias do inconsciente que são de minha responsabilidade e que compartilho com todo o coletivo:

Eu aceito, te amo, sou grata (o)

Repito essas palavras cada vez que me torno consciente das notícias, e dos meus sentimentos em relação a elas.

Eu aceito, te amo, sou grata (o)

Eu não espero resultados, apenas transmuto, confio e entrego.

Assim é."

Consideração importante:

A oração ou mantra original havaiano é: Sinto muito, Me perdoe, Te amo, Sou grato (a)

Os termos: "sinto muito, me perdoe," podem ser substituídos por: "eu aceito", considerando que a culpa é um sentimento puramente humano, porém a Consciência Suprema nunca erra, nunca julga e tudo aceita e não precisa de perdão. Sendo nós uma extensão dela, também não precisamos. Dessa forma, aqueles que conseguem entender o conceito de que nada é errado, e que não há culpados, podem eliminar a necessidade de pedir perdão ou de perdoar e simplesmente aceitar tudo como é. 
Porém, fica a critério de cada consciência como utilizar essa ferramenta de limpeza e transformação a nível quântico que é o Ho-oponopono.

Sou grata pela oportunidade de compartilhar o que recebi.

Somos todos um.

E especialmente neste momento, somos todos Brumadinho.

Com amor,


D.C.B
Publicado originalmente em 27/01/2019, em minha página pessoal no Facebook
Créditos de imagem: Pixabay
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