direito de existir

Envolva-se – compromisso x envolvimento

Em sua maioria, as pessoas não nos conhecem, apenas nos imaginam. Nos tratam de acordo com a falsa imagem que criaram de nós, muitas vezes nos negando o direito de existir como somos. Isso é uma violência contra o ser.

Envolver-se é tirar o véu ilusório e enxergar as pessoas como são, libertando-as da obrigação de atenderem às nossas expectativas.

Envolver-se é permitir que o outro exista de verdade, que ele se deixe conhecer.
Quando você se envolve, salva alguém do não existir socialmente.

Envolver-se é permitir que o outro exista de verdade, que ele se deixe conhecer.
Quando você se envolve, salva alguém do não existir socialmente.

Não há envolvimento sem entrega profunda. Nenhuma amizade ou relacionamento resiste sem oportunidade de expressão livre, aberta e verdadeira.

Envolvimento não requer compromisso. O envolvimento não requer regras, apenas o bem querer, o interesse verdadeiro, a troca mútua, a vulnerabilidade e a aceitação plena, sem amarras e sem expectativas.

Os envolvidos se sentem e se permitem interagir quando há vontade, espaço, energia e possibilidade.

Comprometer-se é o simples cumprir de regras sociais vazias de vida. Envolver-se é leve, acolhedor, libertador.

Envolva-se.

DCB

O direito de existir

Muitas vezes, a única coisa que precisamos fazer é silenciar a mente, os conceitos, as opiniões. E então, nesse estado de silêncio interno, pararmos para ouvir o que as pessoas têm a dizer. Não apenas as pessoas afins, mas principalmente aquelas cujo comportamento, escolha ou opinião considerávamos estarem contrárias às nossas.

Apenas olhar, ouvir, sentir, permitir que elas se expressem sem reação imediata ou necessidade de resposta. Permitir que as pessoas existam como realmente são. Entender suas dores, seus motivos.

Não precisamos concordar. Só precisamos dar espaço para as vozes que talvez por muito tempo foram impedidas de falar, seja por repressão, falta de interesse ou de oportunidade.

Todos temos o direito de existir e o fazemos como podemos. Mas para que essa existência seja plena, precisamos que alguém nos dê a oportunidade de ser exatamente como somos, num mundo que nos diz que nunca somos suficientemente bons.

Não julgar é criar um estado de paz tanto para quem fala quanto para quem ouve. Pelo menos por hoje, permita que alguém passe a existir. Não absorva nada, apenas aceite. Depois, despeça-se e retome sua rotina sabendo que fez com o silêncio pacífico e acolhedor, muito mais do que faria com a rejeição cega e reativa.

A paz é uma construção interna e consciente que reverbera para o mundo, frutifica e salva vidas. Pratiquemos.

D.C.B

Não julgar é criar um espaço de paz tanto para quem fala quanto para quem ouve.
Ilustração: Denise Bruno Studio

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