lei do magnetismo

A bússola interior

Somos dotados de um sistema de orientação perfeito, capaz de nos guiar pelo caminho que leva ao campo das possibilidades infinitas e à realização plena da alma. A nossa bússola interior.

Esse sistema são as nossas emoções e sentimentos. Eles nunca deveriam ser ignorados, pois somente através de sua precisa orientação, é possível caminhar por estradas ocultas à nossa mente, que é condicionada a seguir por caminhos que já conhece.
Somente ao caminhar, o caminho se revela. Mas caminhar no escuro requer confiança no nosso sistema de orientação.

Mas como interpretar o nosso sistema de orientação interior?
Assim como a bússola só aponta para o norte, também nossa bússola interior aponta o tempo todo para um único polo, o positivo. A polaridade do bem estar, da sensação de paz, alegria, paixão, entusiasmo... Aquilo que faz os olhos brilharem, o coração acelerar, que inspira uma vontade de agir.
É essa inspiração para agir que é o sinal de que estamos na direção que nossa alma indicou.

Um dos maiores exemplos de como seguir nossa bússola interior é o comportamento das crianças. Elas ainda não perderam a habilidade de seguir seu sistema de orientação.

Na mitologia cristã há um evento em que os discípulos de Jesus repreendem e afastam dele algumas crianças que tentavam se aproximar, e ele diz: "Deixem vir a mim as crianças, não as impeçam; pois o Reino de Deus pertence aos que são semelhantes a elas’”.

Esse evento tem sido interpretado sob vários aspectos no decorrer dos séculos, mas o seu real sentido permaneceu por muitos incompreendido.

Quando Jesus fala do "Reino de Deus", não está falando de um lugar pós morte, nem um lugar inalcançável ou acessível somente mediante quitação de dívidas. Ele está falando simbolicamente de um estado vibracional e de consciência tão elevado, que pode ser acessado agora mesmo por qualquer pessoa que tenha compreendido o código.

Sob o ponto de vista vibracional, o reino dos céus, o paraíso interior é a plena conexão com o bem estar. Observe como as crianças seguem para onde aponta a sua bússola.
Elas encontram algo que lhes traga encantamento, curiosidade ou alegria, e ali colocam toda a sua atenção e energia. Permanecem ali até esgotar toda a sua possibilidade de sentir bem estar. Quando esse bem estar se esgota, elas rapidamente olham ao redor e buscam outra coisa que lhes mantenha em estado de plenitude.

Se sentem fome, comunicam sua necessidade. A tudo o que sentem, oferecem sua atenção plena e ação necessária para retornar ao estado de paz e empolgação.
E assim, as crianças estão conectadas com o paraíso, mesmo vivendo na materialidade. Elas trazem ainda a lembrança de como é serem plenas, pois antes de se lançarem na experiência física, elas já estavam mergulhadas na Fonte de plenitude e abundância. Todos nós estivemos.

É às crianças, e a quem é como elas que pertence o reino dos céus, o paraíso. Isso não é sobre merecimento, não é sobre pecados ou julgamentos, mas sim sobre escolher o céu, a plenitude, o bem estar, seguindo o sistema de orientação interior para identificar e realizar nossos propósitos de alma.

Enquanto vivermos na matéria, possivelmente teremos experiências que trarão sensações dolorosas, mas mesmo diante delas, temos a oportunidade de encontrar aprendizado e continuar olhando e reorientando os passos para onde a bússola aponta.

Mencionei Jesus, é porque trago a memória das minhas vivências da infância no catolicismo. Hoje eu já não me identifico com religiões. Minha religião é a Consciência. Mas gosto de ressaltar que mesmo dentro delas, em culturas diversas, muitos mestres repetem com palavras diferentes os mesmos ensinamentos. Se olharmos com os olhos da alma, conseguiremos ler nas suas mensagens o que não está escrito, ouvir o que não foi dito, ver o que não foi mostrado, porque para além das palavras, há uma mensagem que só pode ser lida com os olhos da consciência.

É hora de transcender. Ative seu sistema de orientação interior e busque a cada momento, nas pequenas coisas, quais delas te trazem empolgação, bem estar, encantamento, e se possível, se ocupe delas até esgotar as possibilidades, pois elas são sinais dos seus planos de alma.

Caso não seja possível se ocupar delas por causa das obrigações da vida material, mantenha sua mente alinhada com aquela ideia, com aquela sensação, até que possa colocar sua inspiração em ação. Vale até anotar tudo no primeiro momento possível, para que, nos momentos de desconexão, você possa consultar a orientação da sua alma, e retomar seu caminho de plenitude, mesmo que a princípio apenas mentalmente e vibracionalmente.

No decorrer do dia, nem sempre será possível fazer tudo o que a inspiração orienta, e temos uma tendência ao desânimo. Mas ainda assim, podemos escolher olhar para algo naquele ambiente ou situação que nos leve a um alívio, um pequeno bem estar, a fim de manter nossa conexão com o paraíso interior.

Mas lembre-se: o caminho a seguir é aquele que você vivencia o paraíso no agora, ou mesmo uma pequena conexão com ele dentro do possível. Situações, relacionamentos, ambientes onde já esgotamos toda possibilidade de bem estar, não são onde devemos ficar por muito tempo se estivermos comprometidos com nossos propósitos de alma.

É necessário seguir adiante. A bússola interior nunca aponta para o polo errado. Ouça os apelos do seu coração. O que te encanta, te inspira, alegra? Pergunte-se: o que estou sentindo em relação a isso? O que estou sentindo agora?

O mal estar não é ruim, ele só mostra que aquele caminho é diferente daquele para o qual a bússola interior está apontando. Todas as nossas emoções são importantes. Elas são mensageiras da nossa verdade interior. Emoções são instrumentos de sobrevivência e também de orientação para a vida plena. Mas sobreviver é muito pouco. Nós queremos viver com plenitude. E nós podemos.
O paraíso está ao alcance de todos no agora, porque só o agora existe.

A.D.A


Essa mensagem possui uma versão em vídeo:

Gostaria de saber mais sobre missão, plano e propósito de alma? Veja abaixo outras postagens relacionadas:

Não se trata de merecimento

Não se trata de merecimento.
Se receber da vida o que precisamos ou desejamos fosse mediante mérito, adquirido por nosso esforço ou bondade, certamente muitos de nós estaríamos milionários, saudáveis e plenos.

Mas observe em toda a história conhecida da humanidade, quantos foram aqueles que se beneficiaram do próprio poder sobre os demais, sem amor, bondade ou o que consideramos merecimento, acumulando riquezas às custas do sofrimento de outros, e em muitos casos foram até glorificados. E isso não significa que o caminho do amor não seja ainda a melhor escolha.

Não há merecimento. Há apenas a predominância de um padrão vibracional criado e mantido por crenças, que os levou e manteve lá, de forma consciente ou não.
Imagine então, quantas coisas maravilhosas não fariam os seres humanos de consciência amorosa, se tivessem acesso a esses conhecimentos?

Quantos seres ascensos mais precisarão vir em forma humana para contar o que poucos estão dispostos a ouvir? Todas as verdades já foram ditas, em vários formatos e por vários mestres diferentes. E no entanto, a grande maioria continua tapando olhos e ouvidos. Pois saber exige coragem para o abandono de tudo o que se acreditava ser, e o comprometimento com a busca pela verdade.

Porque comer do fruto da árvore da verdade, a princípio faz parecer que você está sendo expulso do paraíso. Mas após o despertar, descobre que o aparente paraíso era a própria prisão disfarçada.

Lilith Ada

Série: Cartas de Lilith

Árvore do Amor

O foco cria mais do que já é

Enxergar os contrastes é uma parte importante da transformação. É quando percebemos o que não queremos, que podemos compreender o que queremos. A partir daí, o próximo passo é se entregar e vivenciar, ainda que inicialmente apenas de forma vibracional, o que queremos ver manifestado.

Porém, devido aos condicionamentos que nos foram impostos pelo sistema, permanecemos focados e paralisados diante daquilo que não queremos. E o foco cria ainda mais do que já é. Pessoas que estão se percebendo em transição e expansão de consciência têm em si um grande potencial e poder de criação. Só precisam usar o contraste como parâmetro, o ponto de partida para onde querem ir, ao invés de se aprisionar na dor de enxergar o que antes estava escondido.

Enquanto focamos na realidade manifestada, criaremos mais dela. É necessário se entregar ao novo. O sofrimento vem da resistência e negação de quem realmente somos. A mudança começa individualmente. O mundo irá refletir isso.

A.d.a - Árvore do Amor

Podemos mudar o que está fora de nós?

Nada do que existe está separado de nós. O que acontece fora é reflexo do que está dentro, da mesma forma que o que está fora, já manifestado, tem influência sobre nós, se assim permitirmos.

Por mais que estejamos atentos, conscientes do funcionamento universal, não estamos imunes à percepção do que acontece fora.
Isso porque a vida manifestada inclui as coletividades às quais pertencemos. E quanto mais envolvidos emocional e mentalmente com essas coletividades, mais elas nos influenciam de forma consciente e principalmente inconsciente.

A exemplo disso, basta que alguém dentro de casa adoeça gravemente, para que em pouco tempo todos os habitantes conectados por laços afetivos ou mentais, adoeçam também em algum nível, ainda que psicológico, até que aquela situação se modifique ou os membros se modifiquem individualmente.

Esse envolvimento fatalmente ocorrerá, a não ser que a nossa força interior esteja tão preenchida com a luz da consciência plena, que consigamos nos envolver numa bolha mental e vibracional, capaz de nos isolar e ainda emanar ao ambiente tal vibração. Isso está relacionado com o nosso estado de equilíbrio naquele momento.

Até mesmo almas mais elevadas em consciência não estão livres das oscilações vibracionais e polarizações momentâneas em algum grau.
Dessa forma, enquanto habitando este corpo físico, integramos o inconsciente coletivo de vários grupos: a família, o trabalho, o bairro, a cidade, o país, o planeta, e tantos outros possíveis.

Muitas vezes, somos absorvidos por eles e padecemos do caos ditado pela vibração predominante, a exemplo dos últimos acontecimentos a nível planetário. Outras vezes, conseguimos nos manter dentro do nosso padrão elevado e contribuímos para uma elevação deste coletivo e até mesmo a dissolução do caos.

O importante quando o caos coletivo nos envolve, é estarmos conscientes de que em algum momento algo irá mudar, já que os princípios universais garantem isso incondicionalmente. Mas enquanto a mudança não acontece, o que podemos fazer é aceitar que este coletivo é parte de nossa criação, e que ele tem algo a nos ensinar. Algo dentro de nós está vibrando tão forte, que o exterior não tem como não refletir isso.

Quando finalmente conseguimos vibrar diferente, o que está fora passa a refletir algo novo para a nossa percepção individual. O grande desafio é evitar dar poder àquilo que está manifestado fora, pois aquilo foi uma criação de estados de consciência anteriores a este. Ou seja, é apenas uma projeção.

Então, a grande pergunta é: podemos mudar o que está fora? A resposta é: enquanto houver a percepção de que existe um "fora", nada pode ser mudado. Nada é fora, nada é dentro, tudo é você.


Desafio deste tema:


Saber disso tudo não muda nada. O que muda é a real intenção de vivenciar uma transformação. Se você está preparado para isso, o próximo passo é descobrir COMO fazê-lo. Existem muitas formas.

Sugestão de atividade:


Pergunte todos ao seu Mestre Interior:

  • O que posso fazer para tornar o meu padrão vibracional mais forte que o padrão exterior?
  • O que eu posso fazer para modificar meu padrão vibracional, a fim de me libertar das influências dos padrões externos?
  • O que eu posso fazer para cessar as vibrações que me levam ao sofrimento?
  • Medite, busque, estude e aguarde as respostas.

Auxílio visual para compreensão do texto

Podemos mudar o que está fora de nós? 1
Podemos mudar o que está fora de nós? 2
Podemos mudar o que está fora de nós? 3
Podemos mudar o que está fora de nós? 4
Podemos mudar o que está fora de nós? 6
Podemos mudar o que está fora de nós? 6
Podemos mudar o que está fora de nós? 7
Podemos mudar o que está fora de nós? 8

Com amor,

Denise A.d.A


Outros posts que possam interessar:

Sua matriz individual

O universo exterior de cada um é a manifestação do universo interior. Isso inclui o caos coletivo. Ele não está fora. Apesar de milhões de pessoas compartilharem das mesmas programações, cabe a cada qual moldar seu próprio universo sem se deixar envolver pelo que está presenciando através dos 5 sentidos.

Aquilo que você percebe como o mundo foi construído dentro da sua matriz individual e está sendo projetado para o exterior como se fosse uma holografia. Mude a sua matriz, e a projeção holográfica mudará. Não há fora. Não há nada que tire a sua responsabilidade sobre sua própria existência e experiências vivenciadas.

Nada se manifesta na sua fisicalidade, sem ter sido antes programado na sua matriz através das suas próprias crenças, pensamentos e emoções. O que você sentiu ontem, é sua realidade hoje.

D.C.B.

Imagem: Ilustração by Denise Bruno Studio

Rolar para o topo