Sobre os acontecimentos que tocam a alma

Tudo aquilo que se manifesta diante dos meus sentidos, de forma que eu tome consciência de sua existência, está na verdade dentro de mim e por isso é de minha responsabilidade.
Responsabilidade e não culpa.

A partir do momento em que eu assumo a responsabilidade por algo, eu tenho o poder de modificá-lo dentro de mim. E quando eu modifico dentro de mim, eu modifico a sua manifestação externa. 
Quando se tratam de manifestações e acontecimentos coletivos, ainda assim é minha responsabilidade. É assim porque estamos temporariamente vivendo a individualidade, mas somos parte de uma única consciência e através dela estamos conectados, compondo o Todo. Limpando em mim o que eu sinto em relação ao ocorrido, eu retiro da consciência do Todo uma parte da causa.

Hipoteticamente, uma pessoa sozinha poderia limpar as memórias compartilhadas com toda a humanidade. Mas ela precisaria de uma infinidade de vidas para fazer isso.
Por esse motivo, quanto mais pessoas limpam a mesma memória, mais rapidamente eliminam-se as causas e as manifestações que resultam delas, já que todos somos um e todas as memórias são compartilhadas entre todos.

O acontecimento do qual tomei consciência e o qual me toca profundamente a alma despertando sentimentos de indignação, tristeza, compaixão, angústia entre outros, só chegou ao meu consciente porque é parte de mim. Eu ajudei a criar, apesar de não saber de que forma, por qual motivo, em que tempo, espaço ou dimensão o fiz. Isso já não importa. Eu limpo em mim a parte que me toca ao invés de criar mais memórias buscando culpados ou manifestando sentimentos de baixas frequências que apenas criariam mais situações alinhadas com o sofrimento.

Eu utilizo o Ho-oponopono para fazer essa limpeza, e compartilho com quem de alguma forma se sinta alinhado com minhas palavras e busque um meio de ajudar no ocorrido além da ajuda material e efetiva que esteja a seu alcance.

Além do mantra em si, não há necessidade de palavras adicionais, mas eu as coloquei num contexto que traz a consciência sobre o que está sendo declarado.

“Divina Consciência Suprema, criadora de tudo o que há e conhecedora de todas as coisas: por todos os meus pensamentos, sentimentos, atos e omissões, nesta ou em outra vida, tempo, espaço ou dimensão, que contribuíram para a criação desta manifestação que eu reconheço como uma tragédia, e que agora retorna a mim, aos meus semelhantes e outros seres vivos de forma dolorosa, eu aceito e assumo minha responsabilidade, e por isso tenho o poder de transmutar em mim as memórias que são a causa disso tudo.

Sinto muito, me perdoe, te amo, sou grata (o).

Memórias do inconsciente que são de minha responsabilidade e que compartilho com todo o coletivo:

Eu aceito, te amo, sou grata (o)

Repito essas palavras cada vez que me torno consciente das notícias, e dos meus sentimentos em relação a elas.

Eu aceito, te amo, sou grata (o)

Eu não espero resultados, apenas transmuto, confio e entrego.

Assim é.”

Consideração importante:

A oração ou mantra original havaiano é: Sinto muito, Me perdoe, Te amo, Sou grato (a)

Os termos: “sinto muito, me perdoe,” podem ser substituídos por: “eu aceito”, considerando que a culpa é um sentimento puramente humano, porém a Consciência Suprema nunca erra, nunca julga e tudo aceita e não precisa de perdão. Sendo nós uma extensão dela, também não precisamos. Dessa forma, aqueles que conseguem entender o conceito de que nada é errado, e que não há culpados, podem eliminar a necessidade de pedir perdão ou de perdoar e simplesmente aceitar tudo como é. 
Porém, fica a critério de cada consciência como utilizar essa ferramenta de limpeza e transformação a nível quântico que é o Ho-oponopono.

Sou grata pela oportunidade de compartilhar o que recebi.

Somos todos um.

E especialmente neste momento, somos todos Brumadinho.

Com amor,


D.C.B
Publicado originalmente em 27/01/2019, em minha página pessoal no Facebook
Créditos de imagem: Pixabay

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